domingo, abril 26, 2009

Um poema morto

aceito sugestões de prosa, linguagens quaisquer que sejam: etéreas, etílicas, estéticas, oníricas... falta-me ter que fazer com elas; fazê-las, delas, distintas de outras: que ser ou ter com a língua? entendam-me, pois há um quê de surto neste espasmo cotidiano: procuro um poema vivo, que nascerá morto.

segunda-feira, abril 20, 2009

[Re]Começo

acredito haver estancado: não há mais vestígio de verso, nem palavra ou estrofe; tudo reduziu-se à certeza de que é preciso começar de novo.

sábado, abril 11, 2009

Subjetividade do Conhecimento (ou: da [in]dependência entre o sentir e a verdade das coisas)

abro o livro: estudo. faço-me ler, em algumas poucas vezes, os mesmos tomos de sempre; as dúvidas permanecem imutáveis, inesclarecidas...certos algos, de que houvera um dia sabido, ainda me parecem tenebrosos: será que soubera mesmo daquilo? o afastamento de uma obra, a pré-concepção do que julgamos momentaneamente acabado, a finalização de um raciocínio, o tão inofensivo virar de páginas, um avesso monótono interdito, um prévio aviso de fim-de-assunto dão-nos, talvez, a falsa ilusão de que se não há mais nada a descobrir e que sabemos de tudo, pois tão minuciosamente extrincados, lá se encontram os desencadementos lógicos.
abro o livro: estende-se sobre mim aquela página grafada, estável, inquietamente me dizendo as mesmas coisas...estranhamente são coisas mesmas, que variam, a depender, unicamente, de meu "status quo"; sobra-me, por final, clara noção de que tão convencido me sinto quão mais embevecido de palavras estou.